DGERT - Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho

     

 
     Pormenor do painel de António Lino (1966). Átrio do edifício do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social na Praça de Londres. Estudos publicados    
         

 

Balanço de Competências – Discursos e Práticas

Imaginário, Luís

RESUMO

O Estudo começa, numa I Parte, por se deter com algum pormenor no dispositivo francês do balanço de competências, analisado através quer de exploração documental (predominantemente recolhida junto de actores franceses do balanço de competências) quer de contactos estabelecidos no terreno. Tematiza assim, sucessivamente, o quadro jurídico e normativo, a definição operacional, os objectivos gerais e específicos, os contextos institucionais e organizacionais, os perfis de qualificação dos profissionais, as metodologias e principais instrumentos, os públicos-alvo, o financiamento e as representações sociais observáveis em França, evidenciando a sua assinalável diversidade. Depois, numa II Parte, inspecciona, também através de análise documental, práticas assimiláveis, parcialmente, às dos balanços de competências, mais especificamente enquanto respostas à questão da identificação, avaliação e reconhecimento (e ainda validação e certificação) das aprendizagens não-formais e informais, que se encontram nos restantes Estados-membros da União Europeia, agrupados nos seguintes subconjuntos: Alemanha, Áustria e Luxemburgo, Espanha, Grécia e Itália, Bélgica, Dinamarca, Finlândia e Suécia e Irlanda, Países Baixos e Reino Unido. Este último grupo de países merece uma atenção particular, principalmente na perspectiva de um olhar crítico sobre os NVQ britânicos. A seguir, a III Parte é dedicada a Portugal, onde as práticas que se reivindicam do qualificativo de balanço de competências são percorridas segundo as mesmas variáveis utilizadas na análise do dispositivo francês e na base da informação recolhida, sobretudo, por questionário postal junto dos respectivos actores. As Conclusões destacam quatro utilizações dos balanços de competências em França — gestão previsional de empregos e de carreiras de activos empregados, formação profissional inicial de jovens e formação contínua de adultos, promoção da (re)inserção socioprofissional e identificação, avaliação e reconhecimento de aprendizagens não formais e informais —, as quais, porém, são igualmente identificáveis noutros contextos nacionais, embora sem vinculação explícita ao balanço de competências stricto sensu (o do dispositivo legal francês). Enfim, apresentam-se oito Recomendações especialmente dirigidas ao nosso país e do ponto de vista da promoção do desenvolvimento, entre nós, de (boas) práticas de balanço de competências.

 

Abstract

The Study starts, in Part I, by analysing, in some detail, the French “bilan des compétences” framework, having been used both documents (predominantly collected among French actors of the “bilan des compétences”) as well as the contacts established in the field. It consecutively presents the following themes: the legal and the normative framework, the operational definition, the general and the specific objectives, the institutional and organizational contexts, the qualification profiles of the professionals, the methodologies and main tools, the targets, the financing and the social representations which were observed in France, enhancing its remarkable diversity. Then, in Part II, it carefully considers, also through the analysis of documents, practices that can be assimilated, partially, those of the “bilan des compétences”, in particular, as answers to the issue of identification, assessment and recognition (and also the validation and certification) of the non-formal and informal learning, which exist in the remaining member states of the European Union, grouped according to the following subgroups: Germany, Austria and Luxembourg; Spain, Greece and Italy; Belgium; Denmark, Finland and Sweden; Ireland, the Netherlands and the United Kingdom. This last group of countries deserves special attention, in particular under the point of view of a critical standpoint towards the British NVQs. It follows by Part III which is dedicated to Portugal, where the practices which are claimed “bilan des compétences” are approached according to the same variables used in the analysis of the French framework and based upon the collected information basically through a questionnaire sent by mail to the respective actors. The Conclusions stress four uses for the “bilan des compétences” in France – provisional management of jobs and careers of active employees, initial vocational training of young persons and continued training of adults, promotion of socio-occupational re(insertion), and identification, assessment and recognition of non-formal and informal learning – that, however, are also identifiable in other national contexts, although these are not explicitly bound to the “bilan des compétences” stricto sensu (the French legal framework). Eight Recommendations are presented, particularly, oriented towards our country under the point of view of promoting, among us, the development of (good) practices of “bilan des compétences”.

 

résumé

L’étude commence, dans la Partie I, par se pencher avec quelque détail sur le dispositif français du bilan de compétences, analysé aussi bien à travers l’exploitation de documents (essentiellement recueillis auprès de professionnels français du bilan de compétences), que de contacts établis sur le terrain. Il traite, donc, successivement, le cadre juridique et normatif, la définition opérationnelle, les objectifs généraux et spécifiques, les contextes des institutions et des organisations, les profils de qualification des professionnels, les méthodologies et les principaux instruments, les publics cible, le financement et les représentations sociales existantes en France, mettant en évidence leur considérable diversité. Ensuite, dans la Partie II, on examine, de nouveau à travers l’analyse documentaire, des pratiques en partie semblables à celles des bilans de compétences, plus précisément en tant que réponses à la question de l’identification, de l’évaluation et de la reconnaissance (tout comme de la validation et de la certification) des apprentissages non formels et informels, qui existent dans les autres Etats membres de l’Union européenne, regroupés dans les sous-ensembles suivants: l’ Alemagne, l’Autriche et le Luxembourg; l’Espagne, la Grèce et l’Italie; la Belgique; le Danemark, la Finlande et la Suède; l’Irlande, les Pays-Bas et le Royaume-Uni. Ce dernier groupe de pays mérite une attention particulière, surtout dans la perspective d’un regard critique sur les NVQ britanniques. Après, la Partie III est consacrée au Portugal, où les pratiques du qualificatif de bilan de compétences sont parcourues selon les mêmes variables utilisées dans l’analyse du dispositif français et sur la base de l’information recueillie, essentiellement, par un questionnaire postal envoyé aux acteurs en question. Les conclusions soulignent quatre utilisations des bilans de compétences en France — la gestion prévisionnelle de l’emploi et de la carrière des actifs employés, la formation professionnelle initiale de jeunes et la formation continue d’adultes, la promotion de la (ré)insertion socioprofessionnelle et l’identification, l’évaluation et la reconnaissance d’apprentissages non formels et informels —, qui, cependant, sont également présents dans d’autres contextes nationaux, bien que sans attachement explicite au bilan de compétences stricto sensu (celui du dispositif légal français). Finalement, huit recommandations sont présentées; ces dernières s’adressent tout particulièrement au Portugal et concernent la promotion du développement, dans ce pays, de (bonnes) pratiques de bilan de compétences.

 

Balanço de Competências – Discursos e Práticas
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Cadernos de Emprego 29
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