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Balanço de Competências – Discursos e Práticas
Imaginário, Luís
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RESUMO
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O Estudo começa, numa I
Parte, por se deter com algum pormenor no dispositivo francês do
balanço de competências, analisado através quer de exploração
documental (predominantemente recolhida junto de actores franceses do
balanço de competências) quer de contactos estabelecidos no terreno. Tematiza assim, sucessivamente, o quadro jurídico e normativo, a
definição operacional, os objectivos gerais e específicos, os
contextos institucionais e organizacionais, os perfis de qualificação
dos profissionais, as metodologias e principais instrumentos, os
públicos-alvo, o financiamento e as representações sociais observáveis
em França, evidenciando a sua assinalável diversidade. Depois, numa II
Parte, inspecciona, também através de análise documental, práticas
assimiláveis, parcialmente, às dos balanços de competências, mais
especificamente enquanto respostas à questão da identificação,
avaliação e reconhecimento (e ainda validação e certificação) das
aprendizagens não-formais e informais, que se encontram nos restantes
Estados-membros da União Europeia, agrupados nos seguintes
subconjuntos: Alemanha, Áustria e Luxemburgo, Espanha, Grécia e
Itália, Bélgica, Dinamarca, Finlândia e Suécia e Irlanda, Países
Baixos e Reino Unido. Este último grupo de países merece uma atenção
particular, principalmente na perspectiva de um olhar crítico sobre os
NVQ britânicos. A seguir, a III Parte é dedicada a Portugal, onde as
práticas que se reivindicam do qualificativo de balanço de
competências são percorridas segundo as mesmas variáveis utilizadas na
análise do dispositivo francês e na base da informação recolhida,
sobretudo, por questionário postal junto dos respectivos actores. As
Conclusões destacam quatro utilizações dos balanços de competências em
França — gestão previsional de empregos e de carreiras de activos
empregados, formação profissional inicial de jovens e formação
contínua de adultos, promoção da (re)inserção socioprofissional e
identificação, avaliação e reconhecimento de aprendizagens não formais
e informais —, as quais, porém, são igualmente identificáveis noutros
contextos nacionais, embora sem vinculação explícita ao balanço de
competências stricto sensu (o do dispositivo legal francês).
Enfim, apresentam-se oito Recomendações especialmente dirigidas ao
nosso país e do ponto de vista da promoção do desenvolvimento, entre
nós, de (boas) práticas de balanço de competências.
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Abstract
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The Study starts, in
Part I, by analysing, in some detail, the French “bilan des
compétences” framework, having been used both documents (predominantly
collected among French actors of the “bilan des compétences”) as well
as the contacts established in the field. It consecutively presents
the following themes: the legal and the normative framework, the
operational definition, the general and the specific objectives, the
institutional and organizational contexts, the qualification profiles
of the professionals, the methodologies and main tools, the targets,
the financing and the social representations which were observed in
France, enhancing its remarkable diversity. Then, in Part II, it
carefully considers, also through the analysis of documents, practices
that can be assimilated, partially, those of the “bilan des
compétences”, in particular, as answers to the issue of
identification, assessment and recognition (and also the validation
and certification) of the non-formal and informal learning, which
exist in the remaining member states of the European Union, grouped
according to the following subgroups: Germany, Austria and Luxembourg;
Spain, Greece and Italy; Belgium; Denmark, Finland and Sweden;
Ireland, the Netherlands and the United Kingdom. This last group of
countries deserves special attention, in particular under the point of
view of a critical standpoint towards the British NVQs. It follows by
Part III which is dedicated to Portugal, where the practices which are
claimed “bilan des compétences” are approached according to the same
variables used in the analysis of the French framework and based upon
the collected information basically through a questionnaire sent by
mail to the respective actors. The Conclusions stress four uses for
the “bilan des compétences” in France – provisional management of jobs
and careers of active employees, initial vocational training of young
persons and continued training of adults, promotion of
socio-occupational re(insertion), and identification, assessment and
recognition of non-formal and informal learning – that, however, are
also identifiable in other national contexts, although these are not
explicitly bound to the “bilan des compétences” stricto sensu (the
French legal framework). Eight Recommendations are presented,
particularly, oriented towards our country under the point of view of
promoting, among us, the development of (good) practices of “bilan des
compétences”.
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résumé
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L’étude commence, dans la Partie
I, par se pencher avec quelque détail sur le dispositif français du
bilan de compétences, analysé aussi bien à travers l’exploitation de
documents (essentiellement recueillis auprès de professionnels
français du bilan de compétences), que de contacts établis sur le
terrain. Il traite, donc, successivement, le cadre juridique et
normatif, la définition opérationnelle, les objectifs généraux et
spécifiques, les contextes des institutions et des organisations, les
profils de qualification des professionnels, les méthodologies et les
principaux instruments, les publics cible, le financement et les
représentations sociales existantes en France, mettant en évidence
leur considérable diversité. Ensuite, dans la Partie II, on examine,
de nouveau à travers l’analyse documentaire, des pratiques en partie
semblables à celles des bilans de compétences, plus précisément en
tant que réponses à la question de l’identification, de l’évaluation
et de la reconnaissance (tout comme de la validation et de la
certification) des apprentissages non formels et informels, qui
existent dans les autres Etats membres de l’Union européenne,
regroupés dans les sous-ensembles suivants: l’ Alemagne, l’Autriche et
le Luxembourg; l’Espagne, la Grèce et l’Italie; la Belgique; le
Danemark, la Finlande et la Suède; l’Irlande, les Pays-Bas et le
Royaume-Uni. Ce dernier groupe de pays mérite une attention
particulière, surtout dans la perspective d’un regard critique sur les
NVQ britanniques. Après, la Partie III est consacrée au Portugal, où
les pratiques du qualificatif de bilan de compétences sont parcourues
selon les mêmes variables utilisées dans l’analyse du dispositif
français et sur la base de l’information recueillie, essentiellement,
par un questionnaire postal envoyé aux acteurs en question. Les
conclusions soulignent quatre utilisations des bilans de compétences
en France — la gestion prévisionnelle de l’emploi et de la carrière
des actifs employés, la formation professionnelle initiale de jeunes
et la formation continue d’adultes, la promotion de la (ré)insertion
socioprofessionnelle et l’identification, l’évaluation et la
reconnaissance d’apprentissages non formels et informels —, qui,
cependant, sont également présents dans d’autres contextes nationaux,
bien que sans attachement explicite au bilan de compétences stricto
sensu (celui du dispositif légal français). Finalement, huit
recommandations sont présentées; ces dernières s’adressent tout
particulièrement au Portugal et concernent la promotion du
développement, dans ce pays, de (bonnes) pratiques de bilan de
compétences.
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Balanço de Competências – Discursos e Práticas
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